Nesta quinta-feira (8), o Palácio de Buckingham anunciou a morte da rainha Elizabeth II, aos 96 anos, por meio de um comunicado oficial, postado nas redes sociais, por volta das 18h30, horário de Londres.
A monarca faleceu no Palácio de Balmoral, na Escócia, sua residência de férias, onde estava há mais de uma semana. “A rainha morreu pacificamente em Balmoral esta tarde. O rei e a rainha consorte permanecerão em Balmoral esta noite e retornarão a Londres amanhã”, informou a Casa Real britânica no Twitter.
The Queen died peacefully at Balmoral this afternoon.
The King and The Queen Consort will remain at Balmoral this evening and will return to London tomorrow. pic.twitter.com/VfxpXro22W
— The Royal Family (@RoyalFamily) September 8, 2022
Ela morreu cercada pelos filhos e netos, que foram chamados às pressas para o local, após uma avaliação de sua saúde, feita no dia 8 de setembro. “Após uma avaliação nesta manhã, os médicos da rainha estão preocupados com a saúde da Sua Majestade e recomendaram que ela permaneça sob supervisão médica. A rainha permanece confortável e em Balmoral”, disse o primeiro comunicado de Buckingham, no início do dia.
Por conta do estado de saúde delicado, os quatro filhos da rainha, o príncipe Charles, agora o rei da Inglaterra, Andrew, Anne e Edward; além do neto William, filho de Charles e Diana, viajaram para o palácio escocês. O príncipe Harry, irmão de William, e sua mulher, Meghan Markle, que vivem nos Estados Unidos, também viajaram para estar perto, mas a duquesa de Sussex ficou em Londres.
As duquesas Catherine, mulher de William, e Camila, casada com Charles, também foram ao castelo. Camila, inclusive, desmarcou um evento oficial que tinha em Londres na manhã do anúncio.
Diversos comentaristas de jornais britânicos e especialistas em assuntos da realeza especularam que ela ficou em Balmoral realmente pelo conforto, no entanto, cercada pelos melhores especialistas médicos que a acompanhavam há tempos, no lugar de ir para algum hospital ou para sua residência oficial, em Londres.
Elizabeth II desacelerou sua agenda e sua última aparição pública foi no Jubileu de Platina
Desde o fim de 2021, a rainha Elizabeth II vinha apresentando problemas de saúde e mobilidade e, por conta disso, sua agenda estava sendo desmarcada ou adaptada para uma série de eventos oficiais. Em fevereiro de 2022, Elizabeth II fez sua última aparição em público, durante as comemorações do Jubileu de Platina, na Inglaterra, que marcou os 70 anos de seu reinado, se tornando a monarca que mais tempo ficou à frente do trono britânico.

Outro compromisso importante sem sua presença foi com a abertura do parlamento do país, no Palácio de Westminster. A causa da ausência foi declarada como ‘problemas de mobilidade’ e, em seu lugar, o príncipe Charles fez o tradicional discurso de inauguração do ano legislativo, em maio. Além disso, a nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, foi empossada, no dia 6 de setembro, por Elizabeth II, mas em Balmoral, ritual que normalmente acontece no Palácio de Buckingham.
Muitos viram o estado de saúde da rainha Elizabeth II piorar após a morte do marido, o príncipe Philip, em abril do ano passado, especialmente pela imagem da realeza, que perdeu muito peso nos últimos tempos.
A condução da Operação London Bridge
Conhecidos pela organização e pelos rituais tradicionais em várias ocasiões, a monarquia e o governo britânico já haviam criado um protocolo para o dia da morte da rainha, que é chamado de Operação London Bridge.
O que se sabe é que o secretário particular de Elizabeth II, Sir Edward Young, transmite imediatamente uma mensagem ao primeiro-ministro, agora, Liz Truss. A mensagem provavelmente é “London Bridge is down”, ou, em tradução livre, “A ponte de Londres caiu”, o que faz com que essa autoridade do parlamento coloque a operação em ação. Em questão de minutos, outros 15 governos fora do Reino Unido, onde a rainha é chefe de Estado, são informados através de uma linha segura. Depois deles, outras 36 nações e líderes da Comunidade das Nações são acionadas. Depois do anúncio, centenas de súditos e fãs da monarquia britânica se reuniram na frente do Palácio de Buckingham, lamentando a morte desse membro mais longevo da monarquia.
O reinado de Elizabeth II
Foi aos 25 anos que a rainha Elizabeth II subiu ao trono britânico, depois que seu pai, o rei George VI, morreu, em 1952, herdando o domínio sobre uma Grã-Bretanha. A nação que comandaria estava emergindo e tentando vislumbrar um novo futuro, após a devastação da Segunda Guerra Mundial e com Winston Churchill como primeiro-ministro.
No total, ela viu 14 primeiros-ministros do Reino Unido e 14 presidentes dos EUA durante seu reinado. Outros marcos de seu reinado estão ver o Muro de Berlim subir e cair, além da entrada e saída da Grã-Bretanha na União Europeia. Para muitos, Elizabeth II foi fundamental na criação da Commonwealth e muitos consideram seu sucesso como sua maior conquista. “Você continua fazendo história”, disse Charles, em uma ocasião oficial.
Os preparativos para os protocolos de funeral estão sendo preparados e já foi declarado luto de 12 dias em todo o Reino Unido.
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